O útero do mundo não continha tamanho amor.

Mas, mesmo assim, o maior nominou-se o menor.

Nas noites, onde os mistérios reunidos confabulam suas proezas,

Ouviu-se choro de criança

E um acalento de canção na boca de uma mãe.

Sossegaram-se os soluços

E os choros do mundo

Têm, desde agora, colo para seus cuidados.

O universo e a carne divinizaram-se

E, desde agora, vão descobrindo a vocação que os espera.


Poesia anterior:    26. A festa dos pães
Próxima poesia:    29. Felicidade
Print Friendly
Print this pageShare on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Email this to someoneShare on Tumblr0