Nossos discursos religiosos padecem, muitas vezes, de uma dose exagerada de cinismo. Afinal, como dizia o poeta: “Sobre Deus eu não sei quase nada, eu só sei que Deus é luz. Sobre Deus eu não sei quase nada; e o que sei me ensinou Jesus” (Pe. Zezinho sjc). Ou o outro poeta: “Sobre Deus, teremos sempre poucas palavras e grandes silêncios” (Prudente Nery ofmcap). Teremos de Deus, sempre, aquilo que nossa pequena percepção for capaz de sentir, ou aquilo que nossa frágil inteligência for capaz de compreender, nos limites ambíguos de nossas linguagens, nos condicionamentos sutis de nossas culturas, no chão de cada lugar e nas intermitências de cada tempo. Como, então, nos arvorarmos em juízes daquilo que Deus é, ou daquilo que ele quer, sobretudo na vida e no coração de outros? Não… por ser Deus, seus caminhos serão sempre maiores do que nossas inseguranças e nossos dilemas legais. Felizmente.


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