Sentir culpa ainda não é estar arrependido. A culpa destrói, o arrependimento reaviva; o remorso soterra; o arrependimento liberta. “Trata-me como um de teus empregados” é uma boa maneira de querer compensar o pai pelo prejuízo causado, pagar-lhe a dívida, deixar tudo “quitado”, sem necessidade de pedidos de perdão, de colocar-se com sinceridade diante dele, admitindo os passos errados, confiando no amor dele. No fundo, a postura do filho é ainda uma expressão de orgulho: eu gastei, eu pagarei; basto-me em minha capacidade de esbanjar e de recuperar. Porém, nas grandes encruzilhadas da vida, não é possível por preço às ofensas, estipular valores às traições, calcular prejuízos sobre a confiança quebrada. E, diante de uma dívida que não pode ser paga, só existe uma saída: o perdão. O filho, orgulhoso que ainda é, não conhece o pai que tem. Se conhecesse, saberia que, na casa desse pai, um filho nunca será empregado, será sempre filho, com lugar reservado à mesa e no coração, não importando os caminhos por onde tiver se perdido. Assim é o Pai.


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