A pequenez dá medo, sobretudo porque fomos educados a achar que somente a grandeza é bela, que apenas a imponência é respeitável, que só a estabilidade e a perenidade são desejáveis. Vã ilusão… Primeiro porque, desde o chão de nossa humanidade, nunca seremos assim tão inteiros, tão estáveis, tão imortais, tão eternos. A fragilidade nos constitui, a pequenez nos emoldura a vida, a provisoriedade e a finitude são a forma de nossa existência. E mesmo as rachaduras do coração, marcas de sua história, são parte inerente de seu ser. E, segundo, porque foi a essa nossa pequenez que o Pai decidiu oferecer o Reino. Não por nossas grandiloquências, mas por bondade dele mesmo. Já é uma esperança para os pés cansados dos caminhos e os olhos já desgastados pelo cansaço da finitude…


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