É uma verdadeira loucura este modo de viver a vida: a busca tresloucada de ajuntar coisas à nossa volta, de ajuntar títulos à nossa vaidade, de ajuntar elogios à nossa soberba, de ajuntar diplomas à nossa arrogância… e tudo para quê? Para encobrir a necessária e irremediável condição de nossa finitude. Pois, ainda que belos, ainda que ricos, ainda que grandes, ainda que importantes, ainda que invejados, seremos sempre finitos, breves, provisórios, limitados e mortais – radicalmente mortais. E seria uma triste loucura negar essa condição. Sanidade verdadeira e curativa é a consciência dessa finitude, aceitada como convite  irrenunciável a viver com intensidade aquilo que, nos limites de nossa, torna a vida eterna, em cada instante de amor doado. Em vez de coisas ajuntadas, que o amor dividido seja nossa herança que permanece.…


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