Mostrar as feridas é um processo muito dolorido. Porque feridas devem ser escondidas, guardadas sob as ataduras, protegidas de toques indelicados e de mãos capazes de ferir novamente. Mas, felizmente, cedo ou tarde, chega a hora em que a ferida, antes dolorida e sangrenta, se fecha numa silenciosa cicatriz. Uma marca, sim, da violência ou da decepção, mas apenas isso. A cicatriz não dói mais. Em vez de sinal de morte, ela se torna convite de vida. E aí que chega a hora de mostrá-las, não como memória do ressentimento, mas como cicatriz fechada do perdão oferecido. Este esforço é próprio de Jesus e daqueles que os seguem: sarar no perdão as feridas e a dor, para depois oferecer-se como presença viva e cheia de alegria.


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