Dai-nos, ó Deus bondoso,

a capacidade de nos reencantar pela vida
e de contemplar seus mistérios,

mesmo em meio aos desalentos
e às tormentas que nos apavoram.

Os ipês, precursores da primavera,
sinalizam que o inverno vai passar.

O ocaso, radiante de luz e calor,
sacramenta a luta contínua dos pequeninos,

mostrando que é preciso
saber esperar o novo dia.

A lua se enchendo de novo, depois de ter minguado
e desaparecido, avisa:
tudo são fases;
nada é definitivo.

Por fim, a música que toca ao longe,
na voz de Oswaldo Montenegro, entoa:
“eu quero ser feliz de novo”.

Assim, cercada de angústias por ver a vida
sendo sufocada pela morte,
ainda resta uma fresta de esperança.

Como sinal de minha gratidão,
ofereço-me em oblação
no altar da luta cotidiana.

Amém!


Para rezar anterior:    253. Pela Amazônia
Print Friendly, PDF & Email