Carlos e Rose se conheceram na escola. Estavam os dois naquela fase em que o sexo parece a coisa mais importante da vida. Ele, com dezessete anos; ela, com dezesseis. Ele era um garotão sarado, cobiçado por muitas; ela, muito atraente, tinha fama de menina difícil. Não gostava de ficar com qualquer um. Esnobava. Os colegas fizeram uma aposta para ver quem conseguia ficar com Rose primeiro, não só ficar simplesmente, mas fazer sexo mesmo. Era uma disputa pela menina.

Dias depois, Carlos convenceu Rose a sair com ele. Ganhou a aposta. No calor da adolescência, rolou de tudo. E o relacionamento deles começou pelo prazer do sexo.

A partir de então, viraram um grude só. Trocavam palavras românticas; ficavam o tempo todo juntos na escola; encontravam-se todos os dias e sempre rolava de tudo, sem limites. Deram asas ao desejo e tocaram em frente.

Então, começaram a dizer “eu te amo” um para o outro. E parecia ser tanto amor que logo resolveram se casar. Os pais acabaram concordando, apesar da idade, pois eles queriam tanto. Parecia um amor tão intenso!… E Carlos e Rose entraram para o casamento, incendiados pelo fogo da paixão, pensando que aquilo fosse o verdadeiro amor.

Depois de um ano de casados, vieram outros compromissos, outras preocupações e outras necessidades. E a vida sexual entrou em certa rotina. E eles começaram a perceber que, além do prazer do sexo, tinham pouca coisa em comum. Começaram a se desentender sobre coisas banais, porque não se conheciam o suficiente. Ficavam nervosos à toa um com o outro, brigavam… o relacionamento foi ficando difícil; a convivência, insuportável.

E o casal se separou antes mesmo de completar dois anos de casamento, para surpresa de todos que não entenderam o que havia acontecido.


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