São flores de cactos, Senhor,
Plantadas à beira da estrada,
Com beleza e penúrias expostas aos passantes.
São flores de cactos, Senhor,
com cores exuberantes para atiçar desejos
e frutos vermelhos para fazer salivar.
Sofrem, porém, Jesus,
As dores do abandono.
Seus espinhos não ferem senão elas mesmas,
Deixadas ao acaso depois de colhidas.
Cresceram ao leu, sem ninguém plantar.
Ninguém cuidou.
Ninguém regou.
Amor não conheceram, mas oferecem-no aos viandantes.
Dissestes, certa feita, que cuidarias de sua vinha.
E a cacteira florida, ficará sem os cuidados teus?
Cuida, Senhor,
São flores de cactos…

Amém!


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