É Natal, festa do coração.

Frente à manjedoura, diante do Menino,
estão o asno e o boi, Maria e o bom José,
os pastores e as ovelhas, as artes e as profissões,
as montanhas e as águas, a estrela e as árvores…
O universo e o homem se pacificam e se reconciliam.

É Natal!

Tornei-me menino, deixei que o Príncipe da paz, que mora em mim,
revele palavras inocentes das crianças extasiadas diante do pinheirinho,
das velas e das bolas coloridas.
Sou adulto, gente feita, mas mergulho no mundo da infância
e da poesia, que o Natal irradia.

Interesses, negócios e preocupações cotidianas
não me impedem de viver a magia do Natal:
um Deus se fez menino!
Estarrecido diante desse real acontecimento,
alegro-me e saboreio a vida como sentido.
Longe de mim o sentimentalismo explorado
pela máquina da produção e do consumo.

Atrás da simplicidade cândida e do lirismo da cena,
céu e terra se reconciliam.
A fraqueza da criança franzina, envolta em faixas,
esconde um mistério: o Menino Deus traz paz e salvação aos homens.
Então, sem palavras, só consigo dizer:
Obrigado, Menino Deus!
Me ajuda a ser sempre pequenino!

Amém!

 

  • Fotografia: Roberto Cardoso

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