Antônia tinha três filhas: Maria, Elizabete e Cibele. Já viúva, suas filhas eram a razão de sua vida. Quando Antônia via uma reportagem sobre a morte de um jovem, comovia-se só de pensar na possibilidade de perder uma de suas meninas. Antônia era mãe extremosa e dedicada; fazia tudo por suas filhas.

Cibele, a filha mais nova, era uma garota cheia de vida e energia. Vivia fazendo esporte, estudando trabalhando. Dava gosto ver. Tudo ia a mil maravilhas, até um dia em que Cibele foi a um evento esportivo e, numa briga de torcidas, algum tresloucado deu um tiro e Cibele foi atingida bem no peito, sem chances de se defender. A menina, que não tinha nada a ver com a confusão, não resistiu: morreu na hora. Quando o SAMU chegou, Cibele já estava morta. Lá se foram 20 anos de juventude com um disparo de um revólver na mão de um inconsequente.

Antônia perdeu seu chão; sua alegria foi enterrada junto com sua filha; seu vigor saiu do seu corpo quando viu o caixão de Cibele partir para o cemitério. Antônia chorou, chorou, chorou… até adoecer. Mas Antônia era professora dedicada de uma escola pública e ela amava seus alunos. Os colegas professores vieram visitá-la; seus alunos vierem confortá-la; os funcionários da escola vierem dar apoio; sua família ficou ali presente amparando-a. Até que um dia Antônia levantou-se cedo, arrumou-se e foi trabalhar, para surpresa de todos. Na escola reencontrou a vida. Cada criança carente, necessitada de atenção, tornou-se a causa de Antônia. Cada criança problemática tornou-se sua bandeira. Todos precisavam de uma chance, pensava Antônia. E ela lutava por isso. A alegria enterrada com Cibele foi ressuscitada em cada jovem, em cada criança que Antônia amparava. Hoje Antônia está feliz. Recorda-se de Cibele como um dom de Deus, uma lembrança boa de sua vida. Mas quase já não sofre mais. A alegria voltou ao seu coração.


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