A misericórdia não atinge em primeiro lugar a pessoa a quem ela é destinada, mas o sujeito da própria ação misericordiosa. Da mesma forma, a aflição da crueldade não dilacera em primeira mão o destinatário de nossas grosserias, mas nós mesmos quando nos deixamos dominar por sentimentos tão vis. Um tiro disparado deixa rastros de pólvora na mão, denunciando a intemperança do atirador. Uma flor ofertada deixa perfume nas mãos de quem sabe oferendar beleza.


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