Sou um pássaro de asas saradas,

da gaiola não mais prisioneiro,

não mais o horizonte finito e traçado

por verticalidades que não me elevam,

não me levam a lugar algum.

Não me impeça de voar!

E subirei… subirei ao mais longínquo de meus sonhos

e desejos mais sutis,

às mais poéticas paisagens do espírito livre.

E, quando entre as cores anis,

perceber que Deus me sorri gostosamente,

compreenderei que o mistério que a toda vida envolve

não me é mais temeroso,

livre, enfim, serei.


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