O amor planejou

driblar o inimigo invisível

e emplacar o gol do encontro.

Um cafezinho e um dedo de prosa

Um vinho e um caldo quente.

Dias frios exigem aconchego para os braços

E pasto para olhos sem horizontes.

De tanto quarentenar,

as paredes da resistência descoloriram

E o teto da esperança ameaçou desabou.

“Dança comigo essa cantiga, amor.

Vai ter quadrilha no quintal

e fogueira de São João”.

Café frio e garrafa intocada de vinho,

A folia se reinventou.

Na chamada de vídeo,

Foi selado o amor.


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