Uma planta que murchou,
Um broto que ressecou e
Caiu.
Uma flor que jamais abriu.

Um projétil descrevendo uma
Parábola:
A do filho que foi embora
E não soube voltar.

Os sonhos que esvaziaram.
A lavagem dos porcos:
Sempre a lavagem dos porcos,
Banquete preparado ao indigente.

E indigente,
Não há pai para onde voltar.
Não há mãe para onde voltar.
Não há atrás, só à frente.

Tudo se desfez,
Nada se refez,
Nada se remontou.
Tudo é o nada, enfim.

E o abismo é o à frente.
Ele convida.
E, agora, eu vou.
Agora eu vou.


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