Deus,
Onde está tua onipotência, se nos deixas perecer nas mãos dos perversos?
Onde está tua onipresença, se comemos sozinhos o pão do amargor?
Onde está tudo onisciência, se desconheces nossa peleja?
(Ou fechas teus olhos e finges não ver?)

Aprendi quando criança que tu sabes tudo,
que tu podes tudo e que, em todo lugar, tu estás.
Esqueceram de me dizer que tua onipotência,
tua onisciência e tua onipresença são modos de amar.


Tu és o Deus onipotente: amas-me com toda tua força.
Tu és o Deus onipresente: teu amor me acompanha sempre.
Tu és o Deus onisciente: teu amor conduz minha vida para a plenitude.


Não aprendi na catequese coisa alguma sobre tua impotência.
Sobre teu padecimento e tua inoperância, nada disseram.
Esqueceram de me advertir que não és um mágico, mas um Deus solidário,

Que seguras nossa mão quando o mar da vida se agita,
Que sofres conosco as agruras de nossa frágil existência.


A duras penas, agora sei:
És amigo dos homens e das mulheres que padecem,
Deus dos abandonados e das almas quebradas.
Deus-amor!


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