Na mesa do rico,  fartura.
Na barriga do pobre, fundura.

No condomínio dos ricos, beleza.
Na favela do pobre, tristeza.

No mundo dos brancos,  privilégios.
No mundo dos pretos, sacrilégios.

Para os políticos, mordomia.
Para o povo sofrido, covardia.

Na boca dos héteros, o beijo.
No amor dos iguais, preconceito.

Para a escola particular,  investimento.
Para a  escola pública, esquecimento.

Para os políticos, auxílio moradia.
Para os sem teto, covardia.

Para o líder popular,  encarceramento.
Para o líder fascista, empoderamento.

Num país de nenhuma isonomia,
Cada um que viva à revelia.


Poesia anterior:     130. Sarça
Próxima poesia:    132. Ad minimum
Print Friendly, PDF & Email