Depois de tanta preparação, é hora de começar o trabalho. Antes, porém, uma última providência deve ser tomada. A paróquia deve dar visibilidade a todo esse esforço dos catequistas e de tantos outros agentes empenhados nesse projeto. Que tal fazer uma grande celebração com catequistas, catequizandos, pais, amigos, familiares, comunidade em geral? Essa celebração pode ser feita na paróquia ou em cada comunidade, se o evento for ficar muito grande. Não precisa ser uma missa. Pode ser uma celebração da palavra (em breve, modelo será disponibilizado no fiquefirme.com.br), como a Catequese Permanente costuma fazer nos encontros: acolhida, oração, músicas da catequese, símbolos, Palavra de Deus e muita alegria e sobriedade.

Nessa celebração, o importante é marcar a largada. Todos devem saber que a comunidade eclesial está adotando um projeto novo, recomeçando o trabalho catequético, não mais como preparação para os sacramentos simplesmente, mas como um caminho de discipulado. Nessa celebração, é bom valorizar a presença dos catequistas com um envio; a presença das crianças com algum rito próprio; e a presença da família. Cada um a seu modo deve se envolver. Todo mundo deve cantar, se alegrar, rezar.

Seria bom explorar as músicas da própria catequese para já ir entrando no clima do trabalho. Uma boa celebração exige músicas bonitas e bem cantadas, com a participação do povo. Que tal usar o datashow, disponibilizando as letras das músicas para todos cantarem juntos? Que tal convidar uma boa equipe de música que ensaiaria as canções antecipadamente para ajudar a sustentar o canto nesse encontro?

Outra possibilidade é envolver as crianças nesse evento. Ainda que a catequese não tenha começado, talvez seja possível arranjar um grupo de crianças para fazer um breve teatro ou uma coreografia de uma canção, qualquer coisa do tipo para ir mostrando que a catequese vai contar com o protagonismo de todos. Não é preciso fazer uma superprodução, apenas uma coisa bela. Quanto mais singela, normalmente mais bonita. Só não pode ser coisa mal feita e improvisada. Na celebração, não cabe o feio.

O presidente, presbítero ou não, dirija uma palavra de encorajamento às crianças e aos adultos que se aventuram nesse projeto. Faça também uma alusão às famílias, acolhendo-as do modo como elas estão, sem exigências e imposições. Convide-os a participar, mas não exija nada. Lembre-se do dito popular tão sábio, atribuído a São Luiz Gonzaga: “atrai-se mais abelhas com uma gota de mel que com um pote de fel!”. Ao final, apresente os catequistas. Chame-os à frente. Mostre ao povo o batalhão de pessoas envolvidas no projeto e dê-lhes uma bênção de envio.

Depois da celebração, fica sempre de bom tom oferecer um lanchinho, que pode ser um momento fraterno e de muita alegria. Contratar uns pipoqueiros para oferecer pipoca à criançada, ou arranjar uma equipe que sirva um lanche, cada um oferece o que trouxe, pode ser boa ideia. Assim, a gente vai entrosando todo mundo, achegando os familiares ao processo e envolvendo toda a comunidade na atividade catequizadora.

Tendo feito tudo com carinho e zelo, hora de começar a catequese, hora de dar a largada. Nada de desânimos. Muita coragem e força, pois a evangelização não pode parar; o Reino de Deus precisa acontecer e depende de nosso empenho para que ele aconteça. Desejamos coragem a todos que se envolvem nessa aventura do Reino!

No próximo artigo, falaremos sobre como dar início à catequese.


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