Quero alimentar-me de palavras.

Sejam quais forem seus sabores,

doces ou amargas,

quero-as em minha boca,

assentadas em minha língua,

prontas para saltarem a qualquer momento

a encontrar um universo de significações.

Tenho fome delas,

não da palavra morta,

silenciada na página em que teimou ficar escrita.

Já é hora do almoço:

assentemo-nos para o banquete logofágico,

seja eu a alimentar-me das palavras,

delas dependo, tenho fome.


Poesia anterior:   117. Junho
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