Junho está no meio.

Uma menina chega aos dezesseis da adolescência.

Uma criança é esperada com alegria.

Em três lares: silêncios e lágrimas;

e em outro, o confronto com a finitude.

O mesmo céu que é anúncio de vida

é agora prenúncio do fim:

a vida é plantada, qual semente, no ventre da terra.

Recordações ainda doem a alma,

tal qual tristeza aflorada no instante das lembranças.

Eu quero o junho da minha meninice.

Eu sinto a vida no meio.


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