Tanta história queimada.

E tem o rio de lama.

A alma reclama,

Não há tempo pra nada.

São as minas,

E os rios de Minas.

São as águas do Rio,

Em poças, o sangue parado.

São os prédios tombados,

A chuva que arrasta,

A família alvejada,

Alunos acuados.

Tanta história sem vida.

Tanta vida sem história contada.

E a agora a catedral é que arde

Nas chamas doídas do sem-sentido.


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