Tendo formado as turmas, é hora de cada catequista visitar seus catequizandos para dar início à catequese. No começo da implantação do projeto, já houve um mutirão para visitar as famílias e cadastrar as crianças, adolescentes e jovens para a catequese. A visita foi feita a toda a família. Agora, é hora de visitar o catequizando, aquela ovelhinha – criança ou adulto – que Deus lhe confiou. E como disse Jesus no Evangelho de João, não podemos deixar perder nenhum daqueles que Deus nos deu.

Normalmente, insistimos muito para que cada catequista trabalhe perto de sua casa, com catequizandos da redondeza. Isso facilita a visita. Os catequistas – desejamos que seja uma dupla – vai fazer um belo cartão-convite para levar na visita (modelo nos anexos). Nele deve conter uma frase motivadora, dia, hora e local do encontro. Se o convite tiver um ímã atrás para ser afixado na geladeira, melhor ainda, pois assim toda a família ajuda a lembrar o dia do encontro.

No ato da visita, o catequista deve ter em mente que é o catequizando que ele visita e não os pais. Os pais, hoje em dia, não estão aptos a se comprometerem com a catequese. Eles próprios estão precisando ser evangelizados e não estão convictos de que a catequese é um bem para seu filho. Então, o catequista deve conquistar a criança. Ela irá à catequese porque gostou do catequista, do encontro, da turma… Com o tempo, entenderá que a catequese é bem mais que isso, mas por enquanto basta. Assim, toda simpatia do catequista, toda gentileza no trato com a criança, ainda é pouca. E mais, por meio do catequizando, muitos pais voltarão à vida cristã. É o que mostra a experiência. Vendo o entusiasmo de seus filhos, os pais voltam a se interessar pela fé e manifestam desejos de reintegrar a comunidade cristã. Discursos moralistas e incisivos dizendo que os pais são os primeiros catequistas e que têm que mandar seus filhos para a catequese não resolvem o problema catequético. Só nos criam mais problemas. Com o tempo, a catequese vai também atingir os pais, mas sobre isso falaremos em outra ocasião.

Pode ser que alguma criança seja filha de uma família não muito tradicional, clássica, composta de papai, mamãe e filhinhos. Hoje temos muitos modelos de família e ninguém deve ser excluído porque sua família é diferente.

Outra coisa. Pode ser que no primeiro contato o visitador não tenha descoberto que aquela família é de outra religião. Isso também não importa. Aceite a criança na catequese e não a constranja a mudar de religião. Deixe-a fazer seu caminho.

Seria muito constrangedor também se, no ato da visita, o catequista pedisse aos pais dinheiro para pagar material catequético. Lembre-se: isso é tarefa da paróquia e não dos pais. Além disso, avise à criança que ela não precisa levar nem caderno, nem caneta, nem livro, nem nada para a catequese. A Catequese Permanente insiste muito na des-escolarização da catequese. Sua pedagogia é outra. Não haverá quadro, nem giz, nem dever a copiar, nem coisas a decorar. Sobre isso, leia: http://fiquefirme.com.br/multimedia-category/sobre-a-didatica/. São treze artigos sobre a didática da catequese e esclarecem bem a metodologia adotada nesse novo método.

É exatamente porque a catequese não é aula que o catequista pode escolher um lugar alternativo para dar catequese. Não precisa ser no salão paroquial, nem no centro catequético. Pode ser na garagem da sua casa, num salão da comunidade, num galpão bem limpinho. Não precisa ter carteirinhas de braço, pois ninguém vai copiar nada. Nem precisa de cadeiras, na maioria das vezes. Pode-se sentar no chão mesmo. O importante é que seja um lugar limpo, enfeitadinho para o encontro e nada perigoso.

Outra coisa; se no ato da visita o catequista perceber que a criança não vai participar porque tem outra atividade no horário, por favor, providencie sua transferência para outra turma do mesmo módulo e idade. Não seria razoável competir com o futebol, a natação, o inglês etc. a competição seria desleal e a catequese perderia na certa. Melhor nem arriscar. Para isso, a catequese paroquial deve oferecer horários distintos. Quem não puder em um horário, arranje outro para participar! Se todos os encontros são no mesmo dia, ainda sem querer, acabamos excluindo alguns. No ato da visita, o catequista olhe a disponibilidade de horário do catequizando e veja com seu coordenador a troca.

No próximo artigo, falaremos sobre a celebração de abertura da catequese.


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