Já virou lugar comum dizer que ninguém mais valoriza a família, que a família foi destruída, que o mundo pós-moderno despreza este patrimônio da humanidade e quer acabar com ele. Sou de opinião contrária. Não entendo que o mundo atual queira acabar com a família, mas percebo que ele apenas a tem compreendido de outra forma. Se o mundo muda seu modo de ver as coisas, é tarefa de a Igreja acompanhar esta mudança, não por modismo ou para não ficar esvaziada, mas por fidelidade à encarnação. Afinal Deus se fez homem, entrou na história humana tal como ela se encontrava com seus valores e limites. A família que sonhamos – aquele modelo clássico, papai, mamãe e os filhinhos – está passando por mudanças. Mas não a família. Em outros formatos, a família continua aí, pois ela é o lugar da experiência primeira do amor. E o amor não sai de moda. Aconselho aos párocos e agentes de pastoral que acolham as novas famílias descobrindo em seu interior os valores do evangelho.

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