Bem-vindo ao fiquefirme.com.br, um site de assessoria teológico-pastoral que pode ajudar você a fazer com mais firmeza a sua caminhada de discípulo de Jesus.

Novos Artigos

Poesia

AD MINIMUM

Eduardo Calil

Magis,
Dizem.

Magis,
Pedem.

Magis,
A voz que me determina,
De dentro, clama.

Magis,
E penso na mágica de
Produzi-lo logo.

Magis,
Pesa o fardo sobre as
Costas.

Magis,
Pedem os insatisfeitos.

Magis,
Porque não está suficiente.

Magis,
Porque o presente somado
Ao passado
Não é vasto
Ainda.

Magis,
Contra o contentamento,
Contra a satisfação,
Contra a plenitude,
Contra o gozo,
Contra o riso,
A lágrima,
O corpo de carne,
Contra a vida.

Magis,
Escancarando a ferida.
Não está bom,
Não está certo,
É pouco,
É raso,
É nada.

Magis!
Gritam, insuportavelmente.
Gritam altissonantes
Os que não chegaram.

Magis,
Pede um magis-tério
Desumano.
Não ouvirei!
Resistirei;
Velejarei contra-maré:
Ad minimum!

Vídeos

Publicidade

Publicidade

Fiquefirme no Facebook

Palavra que faz viver

“Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?” (Lc 14,28)

O amor tem exigências, embora nem todas as exigências se justifiquem no amor. Toda relação implica compromissos, embora nem todas as cobranças caibam em cada relação. O seguimento de Jesus não é diferente. Nele, o encantamento inicial faz toda a diferença, mas precisa amadurecer em convicções e firmeza dos passos. Do contrário, o seguimento pode se tornar um verniz que passamos sobre nossas velhas compreensões e nossos preconceitos. Segui-lo exige deixar-se confrontar por ele – assim como amar exige deixar-se mudar pelo amor. E, por isso, é bom que, de tempos em tempos, não só no começo, a gente se pergunte: estou mesmo disposto? Tenho abertura suficiente? Em que preciso alargar meu coração? Fazer as contas “dos gastos dessa construção” não significa ter tudo de antemão, mas muito mais, estar disposto a deixar-se orientar por ele, buscando-o sempre de novo.